domingo, 14 de maio de 2017

Velho amigo

Anos e anos sem remédio. Em um descuido de medo intenso ao entrar em um avião de hélice, entornei meu velho companheiro clonazepan. Você querido amigo me permitiu que viajasse tranquila e sem medo, permitiu que eu curtisse a viagem. Depois de uma apresentação da qual não me senti inteira, foi você quem me tranquilizou e disse que estava tudo bem, que nada era tão grave. Dias foram se passando e cada susto ou cada situação um pouco mais incômoda pode dizer estou aqui e sou seu grande companheiro e ombro amigo.

Passei por dores inimagináveis em meu corpo e você me pode fazer deitar a noite e dormir, mesmo sentindo tamanho receio sem saber se poderia atuar novamente e essas dores não tinham nome e nem motivo para estarem lá.

Pois bem, depois de meses, luto para passar uma noite sem você. Amigo, sinto lhe dizer mas você é muito insistente e não sabe seu limite, me dê um tempo, preciso respirar. Já não sei mais resolver meus problemas sozinha. E a cada dia eles tem se tornado mais pesados, não sei se por excesso de você ou por falta de mim.

Não te aguento mais, por favor vá embora.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Minha bebê

  Minha filha está prestes a completar um ano, é uma vontade de viver inacreditável, nunca vi igual. Tudo quer aprender, tudo quer explorar e se suas mãos ou suas pernas não obedecem seu comando já demonstra sua frustração através de longos gritos (que mais parecem uivos).
   Como muitos sabem sofri um aborto na primeira gravidez. Foi uma das piores sensações da minha vida.  As vezes quando lembro disso, penso como minha mãe suportou 3 abortos?  Dois antes do primeiro filho.
Eu me sentia tão magoada, tão triste, principalmente com as pessoas que me aconselharam a não contar minha gravidez antes do primeiro trimestre. Eu não queria olhar na cara delas, como se fossem culpadas, como se elas tivessem provocado isso para que eu aprendesse a “lição”, quando via ou conversava com mulheres grávidas ou com seus filhos recém-paridos eu não conseguia compartilhar da sua felicidade, sentia como se estivessem esfregando sua felicidade na minha cara e dizendo em alto e bom som: “Você não foi capaz”. Só conseguia participar da felicidade de quem já tinha sofrido alguma vez como eu.  Olhava nos fóruns e site de gravidez e ali percebi como as pessoas podiam ser inconscientemente cruéis, quando comentavam: “ Nossa ainda bem que ouvi o coração do meu bebê bater com 5 semanas” ou “Calma, dará certo da próxima vez”.
  Foi difícil perder o saco gestacional, foi difícil aceitar, foi difícil ver que a vida das pessoas continuavam do mesmo jeito mesmo a sua estando despedaçada. Foi difícil engravidar a segunda vez e ficar com medo de respirar um pouco mais fundo, sofrer um sangramento e pensar que tudo estava se repetindo, foi difícil esconder até as 16 semanas se completarem. Foi difícil falar que a gravidez não era tão divertida assim e sentir olhares repressores dizendo o quanto eu era ingrata e que eu não aprendi a lição perdendo o primeiro bebê. Foi difícil pesquisar sobre parto, anestesia, alimentação, veia cava. Foi muito difícil minha filha entrar em sofrimento fetal nas 40 semanas de gestação, com uma semana e meio de trabalho de parto e ainda decidir se esperava para tentar normal (não aguentava mais fazer cardiotografia todo dia e ouvir os batimentos da Elena diminuir) ou cesárea. Foi tudo absolutamente difícil, mas hoje quero dizer que eu sobrevivi a essa aventura toda e superei tudo isso.
  A Elena vai fazer 1 ano dia 23 de maio e nunca fui mais feliz com uma menina-furacão que teve cólicas os três primeiros meses inteiros, teve seus primeiros dentes aos 4, largou a chupeta aos 8 e deu seus primeiros passos aos 9. Quanta coisa linda você já viveu e quanto amor já nos proporcionou em tão pouco tempo de vida.

Esse é o meu ponto final ao sofrimento e meus três pontinhos para a felicidade!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Ok, depois de tanto tempo sem escrever e muito relutante decidi escrever minha primeira postagem pós-trinta anos.

Primeira informação - Sem remédios há mais de 18 meses.
Segunda informação - Como todos sabem minha bebê está com oito meses.
Terceira informação - Quando sentei para escrever ia desabafar como foi o fim da primeira gravidez e o começo da nova. Mas acho que são cenas muito fortes na minha cabeça que não estou disposta a reviver.

Só sei que agora estou de verdade limpa, recomeçando de verdade. Meus remédios para dormir são no máximo um passiflora. Quando comecei os remédios, jamais me imaginava sem eles. Foi tudo que eu precisava depois de longos anos com síndrome do pânico e insônia, ah... Como parar? Pois é parei e na segunda gravidez não quis nem correr o risco de tomar remédio. Tá certo que as vezes me falta o bom humor a minha simpatia (que já foi habitual), mas daí olho pra carinha da Elena e fica tudo certo.

Nem tudo são rosas, mas nem um quinto é escuridão.


segunda-feira, 22 de abril de 2013

Um tanto piegas, mas sincero

Não sei exatamente o que quero escrever, só sinto uma vontade quase que inevitável de vomitar as minhas angústias.

Os remédios alopáticos tem sem tornado algo cada vez menos frequente na minha vida e tenho me orgulhado disso, tenho descoberto sentidos em mim que nem lembrava mais que existiam. Mas creio que ainda estou em estado de limpeza, porque tem momentos em que me sinto um pouco ausente de mim mesmo. Muitas vezes ainda procuro a distração em algo totalmente fora da minha realidade para me sentir bem, como um desenho animado ou um filme hollywoodiano.

O teatro com a sua sempre função dialética, me deixa tranquila e destabilizada.

Tomo um calmante duas vezes por semana pelo menos para dormir a noite inteira essas duas vezes. Tenho estado muito cansada ultimamente e por isso as coisas acabam perdendo o brilho e esse cansaço me traz o pânico, e o pânico me traz tristeza e assim vai.

Hoje tomei calmante não no dia em que eu podia, mas hoje eu precisava. E hoje fiquei triste porque me rendi, porque me senti vencida. Mas sim, foi só hoje porque a minha vontade de lutar está latente, acho que nunca senti isso. Sempre fui irônica nas minhas postagens porque sempre tive medo de mostrar minhas fraquezas, mas hoje estou me sentido forte porque não quero mais uma vida pela metade. Quero uma vida inteira e sem culpa. E sem remédios.

Eu me quero por completo e escolho viver, acho que nunca disse isso e minha mãe mais do que ninguém sabe que eu nunca disse isso. Mas essa é pra mim e pra vocês que acompanharam longos anos de síndrome do pânico. Eu escolho VIVER.

domingo, 3 de março de 2013

Momento difícil

Poucos sabem, mas estou vivendo um momento bem difícil, as vezes acho que estou me expondo um pouco mais do que devia ao fazer estas postagens no blog, mas realmente tenho a ilusão de que isso além de terapêutico, faz com que algumas pessoa com problemas semelhantes não se sintam a bolacha esfarelada do pacote.

Estive grávida e e parei abruptamente os meus remédios, a sensação da abstinência foi uma sensação semelhante ou pior a síndrome do pânico, eu parecia um zumbi e mal conseguia terminar uma frase que começava, entender o raciocínio de alguém me parecia algo impossível. Queria viver a linda alegria que todo mundo sente ao descobrir que está esperando um bebê, só que minha concentração maior era eliminar essa sensação de abstinência e evitar o pânico. Ok, passaram-se os dias, diminuíram-se as crises, tanto de abstinência quanto de pânico. E quando eu estava começando a me concentrar em algo tão emocionante recebo um balde de água fria em pleno inverno russo. Tive uma gravidez anembrionada. O embrião não se desenvolveu, sofri três vezes, na primeira ultrassonografia em que não vi nada a não ser o saco gestacional, na segunda US, depois de um sangramento e na terceira, que ainda me restava uma esperança, mas foi confirmado a gravidez anembrionada. Foram duas semanas de esperança e tristeza.

Depois dessas notícias voltei ao psiquiatra que disse que estava com um quadro depressivo ansioso e que deveria voltar a tomar remédio, no mesmo dia fui a uma homeopata na esperança de evitar tomar os remédios e, ela em uma consulta de dez minutos usou o mesmo diagnóstico do psiquiatra e de uma homeopata que eu havia ido 15 dias antes (a primeira disse que estava em um estado grave de ansiedade e depressão e que precisava de calmantes para me auxiliar), só que ao conversar com a segunda disse que tinha achado a primeira muito catastrófica e que eu não acreditava estar tão ruim. Ela com a delicadeza de um troglodita me respondeu, Vou te dizer a verdade, você não está bem e a homeopatia não faz milagre, pede para o seu psiquiatra um calmante. Saí de lá pior do que entrei. Tenho certeza que nem foi levada em consideração a minha gravidez interrompida.

Resumo da ópera, estou com duas receitas, um antidepressivo e um receita homeopática não comprei nenhum. Sempre fui a favor da felicidade independente se com remédios ou não, mas hoje eu realmente penso se preciso dos remédios ou preciso me descobrir. O período de abstinência foi pior que qualquer pânico e não quero passar por isso de novo.

Hoje estou com três pessoas que estão me auxiliando em tudo que preciso, meus pais e meu marido, eles estão sempre de prontidão. O Daniel me impressiona pelo fato de que ele não precisa passar por isso e as vezes sinto muito culpa de ele ver minhas crises de pânico, mas em vez de ficar bravo quando ligo a televisão pra me distrair da minha mente, ele acorda e pergunta se eu quero dar uma volta de carro pra ver as ruas.

Sinto culpa pelos meus pais sofrerem junto, mas eles estão vendo o meu progresso e sei que isso os está fazendo feliz também.

Nenhuma dos médicos levou em consideração, os meus problemas no momento, já me diagnosticaram como uma "doença avançada" e se esqueceram do período de abstinência, da gravidez anembrionada e tudo mais.

Tenho certeza que não estou tão mal assim e vou continuar procurando um bom homeopata que acredite na sua profissão, se um dia eu tiver que voltar a tomar remédios alopáticos, voltarei, mas antes vou tentar me descobrir.





sábado, 9 de fevereiro de 2013

30 dias

Olá pessoas,
estou de volta e com mega novidade. Parei de verdade de tomar remédios, de verdade, hoje faz um mês que estou limpa ( quem diria que um dia eu ia dizer que parar de tomar remédios é estar limpa, já que sempre achei a não tristeza e o não pânico mesmo que com remédio a própria limpeza). Ok, mas segundo os anônimos da vida posso dizer que estou limpa há exatamente um mês. Sim, tive algumas crises de pânico, sim tive alguns momentos doloridíssimos de tristeza  e sim tive crises terríveis de abstinência do qual eu achei que nunca ia me livrar. Tinha momentos em que achava que ia morrer de tanto chorar e que ia sucumbir e desaparecer da face da terra. Teve momentos em que mal levantava da cama com medo do meu dia. Tive momentos em que tentar sair de casa era um verdadeiro desafio e que sair porta a fora e voltar cinco minutos depois porque estava com medo era comum. As crises de insônias ainda estão sendo frequentes, durmo cerca de três a quatro horas por noite, mas tem noites que o sono vence e que consigo dormir até 5 horas.

Hoje eu realmente me sinto melhor, quando eu acordo não fico com vontade de dormir mais, acordo com uma certa disposição (não muita, porque não dá pra se ter tudo, né?), já consegui controlar algumas crises de pânico e quando a tristeza aperta fundo, choro horrores, leio futilidades, assisto desenho e vou dar uma volta a pé no bairro. Estou fazendo tratamento com acupuntura, cromoterapia e reiki, confesso que depois da primeira sessão de reiki cheguei em casa e dormi três horas.

Ah e não vou mentir, estou tomando um remedinho fitoterápico maravilhoso "Passiflorine", tem três componente calmantes que me auxiliam e muito, se não acho que essa três horinhas de sono não seriam possíveis.

Ops, quase estava esquecendo de contar, parei de tomar remédio, por causa de um bem maior, descobri há um mês que estou esperando um bacurizinho (bebê), ele já está com dois meses.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hoje eu fui especial para alguém

Hoje eu fui especial, hoje eu me senti especial, a pessoa mais especial do mundo, hoje eu fui especial para alguém.
Eu tento escrever porque eu não quero perder a sensação daquele momento.
Meu dia não começou muito bom, cada coisa que faço parece ser incômodo para o outro, pareço não satisfazer ninguém que eu amo, parece que eu faço muitas burrices e coisas precipitadas, parece que eu mereço ser castigada ou no mínimo ter a atenção chamada como uma criança que precisa ser educada, porque eu não estou preparada para ser boa o suficiente, para mim talvez, mas o meu bom não é permissível a ninguém.
Para alguns sou santa, para outros, orgulhosa a assim vai: Sem humildade, medrosa, birrenta, guerreira, amarga, divertida...
São muitos títulos em máscaras que eu mesmo me obrigo a carregar. Não quero desagradar ninguém, mas muitas vezes me machuco, os títulos ruins eu tenho que melhorar e os bons tenho que conservar. É pesado, mas isso só faz de mim uma pessoa dentro da média.
Mas hoje eu fui realmente especial e foi recíproco.
Hoje no ponto de ônibus um senhor de rua tentava se conservar em pé, as vezes perdia o equilíbrio, até que uma menina preferiu sair de perto dele, eu como humana a julguei sem pestanejar com um olhar gélido de nojo, mas não pensei que ela podia ter tomado essa atitude por inúmeros motivos que a absolvesse do meu julgamento naquele momento. Esse senhor me olhava disfarçadamente até que eu o olhei e quando o fiz depois de uns trinta segundos me encarando me pediu uma moeda e eu disse que as únicas moedas que tinha era para pegar o ônibus e sorri, quando sorri, ele me olhou como se olhasse dentro da minha alma e parecia que analisava minha alma, tive vontade de sorrir novamente. foi quando ele sorriu e tentava dizer algo mas não dizia, ele colocou a mão na boca olhou pro céu e sorriu e voltou a me encarar e olhava de novo dentro dos meus olhos, ele começou a chorar, mas com a emoção contida de quem não chorava faz tempo, era uma lágrima por vez, uma lágrima por olho, as lágrimas nunca saiam ao mesmo tempo. Tive vontade de limpar seu rosto, mas me contive. Perguntei se estava bem, ele sorriu de novo e olhou para o céu e olhou para mim.
E meu ônibus chegou e fui embora, mas hoje eu fui especial pra alguém, mas esse alguém foi muito mais especial pra mim.

Obrigada meu Deus por esse encontro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Momento ai que dó de mim

No mundo não se permite erros e muito menos vontade própria.

Tenho medo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Falar abertamente

Exato. Falar abertamente e não chorar abertamente e muito menos vomitar abertamente. Nunca tive problema com antidepressivos (em assumir, quer dizer mais ou menos).
Então vamos falar, vai virar um mantrinha:

Eu tomo antidepressivos!
Eu tomo antidepressivos!
Eu tomo antidepressivos!

Eca! Que coisa mórbida. Mas como todos falam primeiro você tem que assumir seu problema e depois resolvê-lo. No meu caso, não exatamente. Porque nem sei porque me desmancho em lágrimas, gosto muito das pessoas que me rodeiam, procuro ser leve, e levar tudo numa boa. No entanto quando estou só comigo mesmo, choro que nem uma condenada e meu estômago grita pedindo por socorro.

Agora de novo, assumir o que? Nem sei porque sou (sou não, sou é um estado permanente, ESTOU) triste, nem medrosa(medrosa é sou mesmo, porque isso daí nem com remédio), só sei que sou, será que então eu assumindo que tomo remedinhos para camuflar meus probleminhas um dia eu vou pará-los?

Como podem ver essa é minha nova obssessão do momento, como e quando eu vou parar de tomar meus remedinhos?

Só para reforçar (e não bater arrependimento), sem autopiedade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Retornando

Pois é,
estava me sentindo um pouco mal porque tinha voltado a tomar remédios, mas confesso que passei a enxergar as coisas de outra forma. Não como uma viciadinha. Não que eu não me conseidere uma, porque várias vezes estou caindo pelas tabelas e minha mãe diz: Vai dormir! Eu rebato: Tenho que esperar! Mãe: Esperar o que? Eu: Espera pra tomar o remédio. Observação isso quando já estou praticamente dormindo.

Essa semana tive uma experiência curiosa, que me fez perceber que não adianta eu ficar desesperada para parar de tomar remédios, porque acredito que essa hora vai chegar.
Eu fiquei três semanas sem antidepressivos, porque estava tomando remédios para bronquite(tenho pavor de ter overdose), fiquei super bem (fora um pouco abobalhada), quando voltei fiquei meio triste (mas a tristeza passou na segunda dose do remédio, rs) E sexta-feira capotei sem tomar o remedinho de dormir. Capotei (4 trampos fixo) sem remédio na veia. Acordei 8h da manhã e lembrei que tinha apresentação.
Puta! Tenho que tomar remédio senão vou ficar nervosa. E voltei a domir até 13h da tarde.

Pois é, é o que sempre digo esses são os males da vida moderna.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sem delongas

Estou sem inspiração e não estav escrevendo porque não estou conseguindo escrever os meus problemas com graça como sempre procuro fazer. Não quero me sentir derrotada mas voltei a tomar remédios.

sábado, 5 de setembro de 2009

Semana suada

Ai ai ai, que maneira doída começar um texto com ai, pois é, mas isso tem um motivo... A minha semana foi dolorida. (Ai quanta dramaticidade).

Fiquei bastante tempo sem escrever, porque estava usando meu tempo para ter crises de pânico. Olha não sei o que aconteceu nessa semana, mas foi uma semana de superação. Estou tendo um pouquinho de dificuldades para começar a escrever, talvez pareça meio confuso, porque minha mente gira (ainda bem).

Como escrevi na postagem anterior, tive uma crise dentro do fusquinha, foi terrível, depois de tanto tempo, ter uma crise daquele jeito, aquilo me serviu para posteriormente eu ter medo de ter medo. Pois é e ainda por cima estava com a agenda cheia, então na sexta a noite, depois da crise, já estava pensando no meu trabalho na segunda-feira. Já sofria, chorava, e estava com pavor, sem falar que estava com a minha boca cheia de aftas por causa do antibiótico, então mas estava comendo, logo estava cheia de tonturas, olha como a minha cabeça estava trabalhando...
Só que surpresa, não passei mal na segunda-feira, ufa! Não passei mal na terça-feira, (acabei gravando em Santana de Parnaíba, se eu soubesse disso antes, com certeza tinha tido um colapso na segunda a noite), Ufa! Fui fazer um teste na quarta, com minha mãe junto. Não passe mal.

Se eu não passei mal todos esses dias como eu estava prevendo com certeza seria no dia que pintassem meu cabelo ( fiz um evento de cor e corte), tenho pavor de cheiros, já tenho alergia e me sufoco só de chegar perto. Na quinta, fui experimentar o figurino do evento, descobri que sexta tinha que pintar meu lindo cabelo virgem e castanho. Fui no salão na sexta, trabalhando a a clama da minha mente. Cheguei meio-dia, só foram mexer no meu cabelo a noite. Enquanto isso, fazia contagem regressiva da esperado momento. Quando começaram a pintar, tive um nano segundo de medo, passou, mas depois de um tempo não resisti, caiu minha pressão e minha mente já se preparou para o pior, tive que tomar antialérgico e respirar fundo e tentar não morrer de vergonha. Faltava só mais um produto nas minhas madeixas, quando me falaram passa o tonalizante depois. "Não!" Eu disse em tom de bravura. "Eu consigo agora, tô bem melhor", Mal sabiam que era por medo de ter que passar por isso de novo, já tinha começado, então vamos logo com isso...

Sábado tive uma gravação, cheguei as noves horas, só fui gravar as 6h da tarde, detalhe, ter ficado algumas horas no salão de cabelo molhado, me fez ter uma recaída. Passei o sábado com febre e com medo de passar mal, de ter falta de ar. De estar coma nova gripe. De desmaiar, Até que o produtor de elenco disse: "De novo, ela vive doente, na outra gravação ela também estava". Não foi bem assim, na outra gravação ficamos sem comer o dia inteiro, logo fiquei com dor de cabeça.
Depois dessa colocação fui pro banheiro chorar, já estava mal mesmo, sentei no chão e chorei. Cheguei em casa umas nove horas.

Domingo, tcharam dia muito esperado, estava pronta para ter uma crise agora, me controlei todos esses dias não conseguiria resistir. Não comi nada para não correr risco de ter alergia. Fiquei com fome e feliz, porque fiquei sentadinha no stand, me controlando a todo momento, mas pelo menos estava sentada, as outras meninas estavam todas de pé no palco. Voltei para minha casita com duas das meninas muito queridas e divertidas, elas moram em Suzano e por isso dormiram casa, moro pertinho de onde foi o evento.

Segunda, segundo dia do evento. É hoje! Pensei. Já no salão antes de irmos pro evento, já estava com medo, já tinha chorado, já estava segurando a respiração, até que pra variar na fase mais crítica, apareceu um anjo. Quem me maquiou não foi o maquiador, mas quem tinha pintado meu cabelo por isso senti liberdade de conversar com ela. Ela disse que podia contar com ela. Olha fui nervosa mais funcionou. Deus sempre me manda um anjo. Estava com pavor de desmaiar no palco, de sufocar, e de passar vexame. Quem acabou passando mal, foram as duas meninas que dormiram em casa, primeiro uma e depois a outra, estávamos o dia inteiro sem comer.
Resultado, fiquei com elas até melhorarem, voltei pra casa, feliz e contente de cabelo ruivo e curto. Cansadíssima de segurar tanto a onda. Capotei de sono, só que tive a segunda recaída com direito a bronquite. Agora estou melhor e de molho!

O pânico é fruto da imaginação

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pânico no fusquinha

É incrível como me desconcentro rápido. Estava empolgada pra escrever mas já perdi toda essa concentração. Mas vou tentar mesmo assim.

Minha mãe vive dizendo que me admira e que me acha muito corajosa estou sempre enfrentando meus medos, sabem o que isso significa?
Que eu sou bastante medrosa.

Essa semana foi de conquistas e dificuldades muito grandes pro meu coração, tive uma crise de pânico feia depois de tantos anos, (antes de tomar remédio foi a última), cheguei a ponto de sentir que ia desmaiar. Tive faringite, tomei antibióticos e isso me deixou com muitas afta na garganta, que me deixou com a sensação de sufoco. Fora isso, depois de muito tempo que não tinha asma por nervoso tive quinta-feira, um dia antes da minha crise. o meu namorado tava com febre e não se sabia porque.
Sexta o dia do acontecimento tive asma ´por motivos de ansiedade, sensação de sufocamento no meio do trânsito de São Paulo, dentro de um fusquinha azul, resultado: deixei minha mãe nervosa, queria respirar para me aclamar e quando mais eu tentava mais me faltava ar e então ficava com mais medo.
Consegui não gritar, mas em compensação meu corpo todo reagiu com formigamento, minhas mão focaram duras e já estava quase perdendo os sentido, minha mãe quase bateu o carro na 23 de maio, e começamos a cantar um hino e comecei me acalmar.
Observação muito importante que só agora estou me dando conta, não fiquei envergonhada depois.


Tá isso foi um acontecimento que pode ter sido isolado como pode não ser também, acontece que passei o fim de semana fritando meu cérebro e e sofrendo com medo de que tivesse que voltar a tomar remédio, "não quero ter pânico de novo, mas também não quero correr o risco", esse era meu constante pensamento.
A dúvida do Tomar ou não tomar o remédio volta a assombrar?
Não quero tomar decisões precipitadas então antes de voltar pro médico dizendo que estou ficando biruta e vou descansar e amanhã eu penso sobre isso.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Começar pelo começo

Olha é a primeira vez que escrevo o título antes da postagem. Sabem o que isso significa? Hoje vou fazer valer a frase" Vou começar pelo começo".

Pois é, por enquanto só estou enchendo linguiça porque só de pensar o que quero escrever me dá uma canseira...

Parei de tomar anti-depressivos (tá mas isso não é o começo). Comecei a tomar antidepressivos ( também não é o começo). Ok quando eu tinha sete anos (agora sim)... Então vamos lá:

Lembro muito dessa idade mas não sei bem ao certo se eu tinha 7 anos, quando eu estava chorando com a minha mãe sentada na calçada esperando meu pai chegar. Nessa época meu pai trabalhava muito em uma multinacional e como meu pai trabalhava com máquinas pesadas, ele trabalhava fora do horário comercial, normalmente na madruga, naquela época não tínhamos celular, e minha madrecita e eu, duas neuróticas (vide lista de anormalzinhos "Sou mãe neurótica"), ficávamos esperando meu pai, com muita angústia como se ele não fosse voltar, chegamos a ir várias vezes até a empresa pra saber se ele estava bem. Carreguei isso até s dias atuais, mas estou bem melhor, bem melhor mesmo. Essas eram minhas crises de angustia.

Com nove anos tive minha primeira crise de pânico, estava toda minha família em casa feliz e contente, eu brincando de ser batucada pelos meus dois irmãs, quando puf, comecei a gritar dizendo que estava com falta de ar e ia morrer. Meu pai anjo-da-guarda que teve síndrome do pânico na juventude, sagaz disse: - Filhinha, corre pegar o chinelinho que a gente vai no médico.
Subi as escadas correndo, acho que quem está morrendo com falta de ar, não sobe correndo uma escada, né? Pois, é fomos ao hospital e o médico me acalmou, tinha só nove anos, pobrezinha de mim. E assim por diante comecei a ter diversas crises. Fui na terapia pela primeira vez. A psicóloga perguntou se eu sabia porque estava ali e eu realmente não sabia e foi o que respondi. Não sei quantas sessões foram, mas acho que não fizeram a mínima diferença.

Aos doze anos, fui a terapia de novo, daí eu lembro, fiquei um tempinho, só que sempre chorava quando saia da sessão, chorava tanto, durava uns quatro ou cinco dias e quando estava melhorando lá vinha outra sessão. Puxa não foi fácil. Teve um dia que disse que não queria mais, minha mãe entendeu e parei. Fiquei anos doente, jurando que era síndrome do pânico, mas recentemente descobri que não (mas isso não é começo e mais tarde eu conto). Tive muitas crises de pânico achando que estava morrendo com falta de ar. MAs tive crises muito piores...

Tive uma doença que também chamava de pânico que só de lembrar me cai lágrimas nos olhos, foi uma época de muito sofrimento, não tive adolescência, pelo menos não comum. Enfim, eu não queria viver, mas também não queria morrer, mas então o que fazer, eu não tinha pra onde ir, não podia morrer que não sei se estaria satisfeita, viver era terrível, meu maior desejo era não ter nascido. Mas desde peque na sempre tive muita fé, meu pai católico e minha mãe evangélica, cada um me levava pra uma igreja pra eu escolher. Escolhi a protestante e desde pequenininha, colocava o véu na cabeça e orava com muita fé. Sempre senti Deus muito próximo de tão ´próximo quase personificado e do meu lado sempre. E nesses momentos dessas dores tão terríveis e inexplicáveis, eu gritava dizendo que queria morrer, pedia pra minha mãe me bater. Que eu não aguentava mais, cheguei a me jogar da escada várias vezes sem perceber. Às vezes dormindo eu começava gritar nem assim eu tinha paz. Mas nunca esmoreci e sempre me ajoelhava pedindo e agradecendo a Deus. Chegou um momento que acreditei estar enlouquecendo, não aguentava mais, chorava muito, doía muito, eu realmente acreditava que não estava mais saudável.
Deus falava muito comigo nas Palavras (na igreja tem um momento que chamamos de Palavra), chorava, mas não esqueço de quando Deus falou Ana, Deus te ama, você acha que tá enlouquecendo mas teu cativeiro está acabando, você é a coroa da pérola de Deus (detalhe, não conheço ninguém na igreja, entro e saio sem falar com ninguém do ministério). Aquele dia, senti algo muito bom, como se eu estivesse subindo, vi tudo branco, pelo menos é essa a sensação que eu tenho. Mal via as pessoas, mas tive medo daquela sensação, mas acho que se eu não tivesse medo eu teria ido embora, não sei pra onde, mas teria. Passaram alguns anos continuei tendo fé, só que parecia que estava perdendo a sanidade e Deus sempre falando comigo.

A minha última crise foi dentro do box, no chuveiro, já não aguentava mais, vi um redemoinho cinza em cima da minha cabeça como se todos o medos e sensações viessem de uma vez. Detonei o box com um soco e um chute. Não esqueço, minha mãe entrou e eu disse, "Me larga, que eu quero falar com Deus", naquele momento chorei, orei e falei com Deus que não aguentava mais, que aquela seria a última crise, porque não suportava mais , tinha certeza que se tivesse mais uma, não estaria aqui escrevendo. Lembro que tive dois arranhões. Fiquei como morta por quatro dias, era um feriado, não comia nem chocolate. Lembro que meus pais me levaram pra almoçar em Cotia e olhava o garçom e o invejava, queria ter uma vida como a dele, nossa como eu desejava estar despreocupada como ele. Doeu muito, emagreci bastante naqueles quatro dias. Mas fiquei salva. Deus me libertou daquela doença tão terrível e insuportável, e não lembro quando mas na Palvra Deus havia me dito que me cativeiro ia durar sete anos e aos dezesseis anos do mesmo jeito que a doença veio, foi embora.

Depois, desse pior momento da minha vida, dei espaço para as crises de síndrome do pânico de novo, e comecei a me sentir sufocada em lugares fechados como a sala de aula, elevadores e metrô, e lugares cheios, enfim. Mas estava levando, fiz faculdade de artes cênicas, fiquei bem, fiz uma viagem de dois meses longe dos meus pais, tive uma crise de bronquite nem contei pra eles, fiquei ótima, mas quando voltei, voltei com o triplo de medo e até medo de entrar em palco eu tive, desmaiei segundos antes de entrar em cena. Foi quando comecei a tomar antidepressivos e ansiolítcos para dormir, porque também tinha crises de insônia.
Voltei a fazer terapia, só que agora faço por gosto e sinto que estou me descobrindo a cada sessão e em uma dessas sessões que descobri que tive depressão profunda, pra mim era só síndrome do pânico. Pode parecer estranho, mas entender um pouco o que passei me faz mais tranquila internamente, embora esteja aparentando um pouco mais pimenta.

Meio comprida essa postagem, mas precisava escrever. Talvez seja por eu ter tido tantas "crises", que teve uma hora falei "Ah, não, me dá um remedinho aí, chega". Eu adorava meus comprimidinhos e fazia apologia a nova geração de drogas. É eu amava as drogas por isso foi difícil me libertar delas.

Obs: Ainda preciso de uma ajuda química pra dormir, afinal ninguém é de ferro.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Devagar e sempre

OLha, eu sei que essa palavra tem sido constante no meu blog. mas infelizmente é o que mais resume a fase que estu passando: "Difícil" .

Estava de greve porque semana passada foi dificílimo, tenho até receio de contar como foram as crises, só digo, que teve muito direito a socos na parede ( que ficou roxa), muito choro histérico e medo muito medo.

Resumi bem, mas bem resumidinho, porque a coisa foi muito feia. mas como não quero tornar nada trágico e estou com priguicite conto quando estiver menos mal humorada, 9 porque além de tudo estou mal humorada).

Mas voltei a dirigir, isso é bom, embora esteja com muito medo do trânsito, acho que eu sou um pino de boliche e e todos querem me atingir, inclusive os pedestres.
Mas pelo menos voltei.

Devagar e sempre!

domingo, 19 de julho de 2009

Tratamento de choque

Seguirei os conselhos e agirei, como se as novas sensações sejam só novas sensações e não frutos da abstinência.

Sei que a noite é terrível pra mim, junto com a noite parece que chega uma tristeza infinda, principalmente de domingo. Acredito que talvez seja a não realização profissional. Meus trabalhos são sempre muito difíceis em alguns momentos humilhantes, mas como diz o Dani, tudo é escolha e eu escolhi essa profissão, agora eu tenho que escolher o que quero trabalhar nessa profissão.

Hoje conscientemente optei por mim e optei pelo que eu acho digno.

Já chorei, já sofri, já sorri, já brinquei e amo. Amo sempre e como diz minha amga Dé "O amor é resposta pra tudo".

Hoje as minhas palavras podem estar meio confusas, mas nem sempre as coisas tem coerência e hoje a minha coerência é dizer o que vier na minha mente confusa. E que mente não é confusa? A única diferença é que hoje decidi escrever alguma das minha confusões (sensações)

Nossa como existem pessoas com depressão, fiquei sabendo de um colega de escola esse fim de semana que teve depressão, será que o mundo é tão difícil ou será que nós não estamos sabendo lidar com as situações, tenho visto muitas pessoas que estão se identificando com meu problema. E sabe o que digo pra elas, o que eu digo sempre:
Você vai conseguir, eu vou conseguir!
O que eu não sei, mas não vou mais dar corda pra essa depressão!

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Só sensações

O que será que acontece?
Meu médico disse que racionalizo muito. Que não deixo flui minhas sensações e meus sentimentos, mas que eu posso mascarar determinado sentimento, mas não deixar de sentir. E nossa como eu mascaro. Outro dia estava pensando no sofrimento do meu filho que eu nem sei se vou ter, quando eu tirasse a chupeta dele, eu nem sei se ele aceitaria a chupeta. Como poderia dar algo a uma criança que depois de alguns anos ia traumatizá-lo tentando tirar. (Esse trecho loucura, foi só para exemplificar como racionalizo tudo, até o que não existe).

Hoje eu tô bem angustiada mas só agora deixei fluir, até então estava tentando achar explicações pra isso.

Fui em várias escolas, agora que estou tentando dar aula, me vi numa escola, na primeira escola que tive contato com teatro e lembrei que desafiei um professor que não queria me chamar pra fazer a peça da escola, dizia que eu era muito nova, tinha onze anos. Depois de eu ter pedido várias vezes, ele chamou uma colega da minha classe pra participar da peça e depois chamou mais uma. Só depois de alguns meses ele disse que eu podia participar do grupo da classe. daí eu não quis mais. Hoje fui nesse colégio deixar meu currículo, parei pra pensar no que eu era como profissional até agora e por um momento me senti um lixo. Resumindo, senti várias coisas durante o meu dia e parece que tudo que me acontece é porque estou largando os remédios, será que uma pessoa comum não sente essas coisas?

Se bem que fora essas coisas hoje o dia está bem difícil, bem doído, muita vontade de chorar e poucas lágrimas, muita dor no coração e sem noção de como faz parar. Hoje por um momento eu quis muito voltar a tomar remédio, Hoje tá muito difícil. Sem motivo, minha família é linda, o Dani é lindo, tenho fé em Deus, tenho amigos maravilhos que eu amo, mas hoje tá dureza,
Hoje eu tô refletindo sobre essas sensações, se é melhor tomar remédio ou não.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sem criatividade

Hoje estou sem criatividade alguma, mas com vontade escrever. Meu dia hoje foi cheio de adrenalina e superação e acreditem fui em algo que jamais imaginei: Um parque de diversões. Confesso que teve momentos nada divertidos, mas foi um dia leve. Estava precisando de um dia leve.
Sem choro nem vela, muito pelo contrário estive bem viva, e essa sensação foi boa, nenhum brinquedo me trouxe isso, mas o fato de simplesmente viver o presente. Poxa, tinha me esquecido de como é bom viver o presente, que como diz minha terapeuta e eu concordo, que o presente só tem esse nome porque é um grande presente ganho. Pra falar a verdade poucas vezes eu vivo o presente, sempre vivo o daqui a pouquinho, o mais tarde, o ontem, minhas tristezas muitas vezes vem do ontem e esqueço que agora eu estou bem.

Nesse momento estou até emocionada porque eu estou bem agora e quero estar sempre bem agora.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Vai embora URUCUBACA

A dor e a tristeza tem momentos que me abatem tão forte que parece que não vou sair desse buraco. Sei que já usei palavras parecidas, não quero que isso pareça mensagem de auto ajuda, mas hoje não estão nem um pouco a fim de escrever coisas engraçadas sobre o meu tratamento.

Hoje estou particularmente triste, hoje ficaria o dia inteiro dormindo, hoje meu músculos fazem um esforço fora do comum para se mexerem, hoje eu faço um esforço muito grande para falar e para fingir um sorriso. Hoje dói ver a cara da minha mãe e do meu namorado tristes, porque não consigo sorrir, pior do que ficar triste é deixar os outros triste. Espero que quando eu acordar esteja melhor, porque hoje meu coração ta dolorido.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Difícil sim, mas sem tentar não.

Ai ai, essa semana que que passou (ainda bem qu e passou), foi dura. Estava tão comedida, tão quieta e tão sofrida que de tão triste parecia que ia desmanchar. Não escrevi, porque não tinha pique nem vontade pra escrever. Não dormi direit durante quatro noites. Não que isso seja novidade, mas é que praticamente não dormi. Sexta-feira fui na terapia, mas sem vontade, estava fazendo as coisas por fazer. Mas foi bom ter ido, tanto que depois dei uma animada e curti o sábado, mas domingo foi dose.

Hoje estou com algumas sensações estranhas: parece que estou confusa mentalmente, m,eus olhos dom, minha cabeça gira, e estou tendo um pouco de dificuldade para escrever. Meu braço dói, como a minha primeira crise. Foi assim que começou, tinha difculade de sustentar meu braço e muita tristeza. Hoje estou com vontade de chorar, mas é bom porque esses últimos dias, estava muito na base do tanto faz, hoje parece que pelo menos tem um sentimento. Hoje estou sem vontade ainda de escrever, mas não me entregar, vou levantar todos os dias da cama, mesmo que com muito esforço, vou me ajoelhar pra agradecer minha vida a Deus e começar meu dia, com a esperança de um lindo dia.