sábado, 9 de fevereiro de 2013

30 dias

Olá pessoas,
estou de volta e com mega novidade. Parei de verdade de tomar remédios, de verdade, hoje faz um mês que estou limpa ( quem diria que um dia eu ia dizer que parar de tomar remédios é estar limpa, já que sempre achei a não tristeza e o não pânico mesmo que com remédio a própria limpeza). Ok, mas segundo os anônimos da vida posso dizer que estou limpa há exatamente um mês. Sim, tive algumas crises de pânico, sim tive alguns momentos doloridíssimos de tristeza  e sim tive crises terríveis de abstinência do qual eu achei que nunca ia me livrar. Tinha momentos em que achava que ia morrer de tanto chorar e que ia sucumbir e desaparecer da face da terra. Teve momentos em que mal levantava da cama com medo do meu dia. Tive momentos em que tentar sair de casa era um verdadeiro desafio e que sair porta a fora e voltar cinco minutos depois porque estava com medo era comum. As crises de insônias ainda estão sendo frequentes, durmo cerca de três a quatro horas por noite, mas tem noites que o sono vence e que consigo dormir até 5 horas.

Hoje eu realmente me sinto melhor, quando eu acordo não fico com vontade de dormir mais, acordo com uma certa disposição (não muita, porque não dá pra se ter tudo, né?), já consegui controlar algumas crises de pânico e quando a tristeza aperta fundo, choro horrores, leio futilidades, assisto desenho e vou dar uma volta a pé no bairro. Estou fazendo tratamento com acupuntura, cromoterapia e reiki, confesso que depois da primeira sessão de reiki cheguei em casa e dormi três horas.

Ah e não vou mentir, estou tomando um remedinho fitoterápico maravilhoso "Passiflorine", tem três componente calmantes que me auxiliam e muito, se não acho que essa três horinhas de sono não seriam possíveis.

Ops, quase estava esquecendo de contar, parei de tomar remédio, por causa de um bem maior, descobri há um mês que estou esperando um bacurizinho (bebê), ele já está com dois meses.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Hoje eu fui especial para alguém

Hoje eu fui especial, hoje eu me senti especial, a pessoa mais especial do mundo, hoje eu fui especial para alguém.
Eu tento escrever porque eu não quero perder a sensação daquele momento.
Meu dia não começou muito bom, cada coisa que faço parece ser incômodo para o outro, pareço não satisfazer ninguém que eu amo, parece que eu faço muitas burrices e coisas precipitadas, parece que eu mereço ser castigada ou no mínimo ter a atenção chamada como uma criança que precisa ser educada, porque eu não estou preparada para ser boa o suficiente, para mim talvez, mas o meu bom não é permissível a ninguém.
Para alguns sou santa, para outros, orgulhosa a assim vai: Sem humildade, medrosa, birrenta, guerreira, amarga, divertida...
São muitos títulos em máscaras que eu mesmo me obrigo a carregar. Não quero desagradar ninguém, mas muitas vezes me machuco, os títulos ruins eu tenho que melhorar e os bons tenho que conservar. É pesado, mas isso só faz de mim uma pessoa dentro da média.
Mas hoje eu fui realmente especial e foi recíproco.
Hoje no ponto de ônibus um senhor de rua tentava se conservar em pé, as vezes perdia o equilíbrio, até que uma menina preferiu sair de perto dele, eu como humana a julguei sem pestanejar com um olhar gélido de nojo, mas não pensei que ela podia ter tomado essa atitude por inúmeros motivos que a absolvesse do meu julgamento naquele momento. Esse senhor me olhava disfarçadamente até que eu o olhei e quando o fiz depois de uns trinta segundos me encarando me pediu uma moeda e eu disse que as únicas moedas que tinha era para pegar o ônibus e sorri, quando sorri, ele me olhou como se olhasse dentro da minha alma e parecia que analisava minha alma, tive vontade de sorrir novamente. foi quando ele sorriu e tentava dizer algo mas não dizia, ele colocou a mão na boca olhou pro céu e sorriu e voltou a me encarar e olhava de novo dentro dos meus olhos, ele começou a chorar, mas com a emoção contida de quem não chorava faz tempo, era uma lágrima por vez, uma lágrima por olho, as lágrimas nunca saiam ao mesmo tempo. Tive vontade de limpar seu rosto, mas me contive. Perguntei se estava bem, ele sorriu de novo e olhou para o céu e olhou para mim.
E meu ônibus chegou e fui embora, mas hoje eu fui especial pra alguém, mas esse alguém foi muito mais especial pra mim.

Obrigada meu Deus por esse encontro.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Momento ai que dó de mim

No mundo não se permite erros e muito menos vontade própria.

Tenho medo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Falar abertamente

Exato. Falar abertamente e não chorar abertamente e muito menos vomitar abertamente. Nunca tive problema com antidepressivos (em assumir, quer dizer mais ou menos).
Então vamos falar, vai virar um mantrinha:

Eu tomo antidepressivos!
Eu tomo antidepressivos!
Eu tomo antidepressivos!

Eca! Que coisa mórbida. Mas como todos falam primeiro você tem que assumir seu problema e depois resolvê-lo. No meu caso, não exatamente. Porque nem sei porque me desmancho em lágrimas, gosto muito das pessoas que me rodeiam, procuro ser leve, e levar tudo numa boa. No entanto quando estou só comigo mesmo, choro que nem uma condenada e meu estômago grita pedindo por socorro.

Agora de novo, assumir o que? Nem sei porque sou (sou não, sou é um estado permanente, ESTOU) triste, nem medrosa(medrosa é sou mesmo, porque isso daí nem com remédio), só sei que sou, será que então eu assumindo que tomo remedinhos para camuflar meus probleminhas um dia eu vou pará-los?

Como podem ver essa é minha nova obssessão do momento, como e quando eu vou parar de tomar meus remedinhos?

Só para reforçar (e não bater arrependimento), sem autopiedade.

domingo, 7 de novembro de 2010

Retornando

Pois é,
estava me sentindo um pouco mal porque tinha voltado a tomar remédios, mas confesso que passei a enxergar as coisas de outra forma. Não como uma viciadinha. Não que eu não me conseidere uma, porque várias vezes estou caindo pelas tabelas e minha mãe diz: Vai dormir! Eu rebato: Tenho que esperar! Mãe: Esperar o que? Eu: Espera pra tomar o remédio. Observação isso quando já estou praticamente dormindo.

Essa semana tive uma experiência curiosa, que me fez perceber que não adianta eu ficar desesperada para parar de tomar remédios, porque acredito que essa hora vai chegar.
Eu fiquei três semanas sem antidepressivos, porque estava tomando remédios para bronquite(tenho pavor de ter overdose), fiquei super bem (fora um pouco abobalhada), quando voltei fiquei meio triste (mas a tristeza passou na segunda dose do remédio, rs) E sexta-feira capotei sem tomar o remedinho de dormir. Capotei (4 trampos fixo) sem remédio na veia. Acordei 8h da manhã e lembrei que tinha apresentação.
Puta! Tenho que tomar remédio senão vou ficar nervosa. E voltei a domir até 13h da tarde.

Pois é, é o que sempre digo esses são os males da vida moderna.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sem delongas

Estou sem inspiração e não estav escrevendo porque não estou conseguindo escrever os meus problemas com graça como sempre procuro fazer. Não quero me sentir derrotada mas voltei a tomar remédios.

sábado, 5 de setembro de 2009

Semana suada

Ai ai ai, que maneira doída começar um texto com ai, pois é, mas isso tem um motivo... A minha semana foi dolorida. (Ai quanta dramaticidade).

Fiquei bastante tempo sem escrever, porque estava usando meu tempo para ter crises de pânico. Olha não sei o que aconteceu nessa semana, mas foi uma semana de superação. Estou tendo um pouquinho de dificuldades para começar a escrever, talvez pareça meio confuso, porque minha mente gira (ainda bem).

Como escrevi na postagem anterior, tive uma crise dentro do fusquinha, foi terrível, depois de tanto tempo, ter uma crise daquele jeito, aquilo me serviu para posteriormente eu ter medo de ter medo. Pois é e ainda por cima estava com a agenda cheia, então na sexta a noite, depois da crise, já estava pensando no meu trabalho na segunda-feira. Já sofria, chorava, e estava com pavor, sem falar que estava com a minha boca cheia de aftas por causa do antibiótico, então mas estava comendo, logo estava cheia de tonturas, olha como a minha cabeça estava trabalhando...
Só que surpresa, não passei mal na segunda-feira, ufa! Não passei mal na terça-feira, (acabei gravando em Santana de Parnaíba, se eu soubesse disso antes, com certeza tinha tido um colapso na segunda a noite), Ufa! Fui fazer um teste na quarta, com minha mãe junto. Não passe mal.

Se eu não passei mal todos esses dias como eu estava prevendo com certeza seria no dia que pintassem meu cabelo ( fiz um evento de cor e corte), tenho pavor de cheiros, já tenho alergia e me sufoco só de chegar perto. Na quinta, fui experimentar o figurino do evento, descobri que sexta tinha que pintar meu lindo cabelo virgem e castanho. Fui no salão na sexta, trabalhando a a clama da minha mente. Cheguei meio-dia, só foram mexer no meu cabelo a noite. Enquanto isso, fazia contagem regressiva da esperado momento. Quando começaram a pintar, tive um nano segundo de medo, passou, mas depois de um tempo não resisti, caiu minha pressão e minha mente já se preparou para o pior, tive que tomar antialérgico e respirar fundo e tentar não morrer de vergonha. Faltava só mais um produto nas minhas madeixas, quando me falaram passa o tonalizante depois. "Não!" Eu disse em tom de bravura. "Eu consigo agora, tô bem melhor", Mal sabiam que era por medo de ter que passar por isso de novo, já tinha começado, então vamos logo com isso...

Sábado tive uma gravação, cheguei as noves horas, só fui gravar as 6h da tarde, detalhe, ter ficado algumas horas no salão de cabelo molhado, me fez ter uma recaída. Passei o sábado com febre e com medo de passar mal, de ter falta de ar. De estar coma nova gripe. De desmaiar, Até que o produtor de elenco disse: "De novo, ela vive doente, na outra gravação ela também estava". Não foi bem assim, na outra gravação ficamos sem comer o dia inteiro, logo fiquei com dor de cabeça.
Depois dessa colocação fui pro banheiro chorar, já estava mal mesmo, sentei no chão e chorei. Cheguei em casa umas nove horas.

Domingo, tcharam dia muito esperado, estava pronta para ter uma crise agora, me controlei todos esses dias não conseguiria resistir. Não comi nada para não correr risco de ter alergia. Fiquei com fome e feliz, porque fiquei sentadinha no stand, me controlando a todo momento, mas pelo menos estava sentada, as outras meninas estavam todas de pé no palco. Voltei para minha casita com duas das meninas muito queridas e divertidas, elas moram em Suzano e por isso dormiram casa, moro pertinho de onde foi o evento.

Segunda, segundo dia do evento. É hoje! Pensei. Já no salão antes de irmos pro evento, já estava com medo, já tinha chorado, já estava segurando a respiração, até que pra variar na fase mais crítica, apareceu um anjo. Quem me maquiou não foi o maquiador, mas quem tinha pintado meu cabelo por isso senti liberdade de conversar com ela. Ela disse que podia contar com ela. Olha fui nervosa mais funcionou. Deus sempre me manda um anjo. Estava com pavor de desmaiar no palco, de sufocar, e de passar vexame. Quem acabou passando mal, foram as duas meninas que dormiram em casa, primeiro uma e depois a outra, estávamos o dia inteiro sem comer.
Resultado, fiquei com elas até melhorarem, voltei pra casa, feliz e contente de cabelo ruivo e curto. Cansadíssima de segurar tanto a onda. Capotei de sono, só que tive a segunda recaída com direito a bronquite. Agora estou melhor e de molho!

O pânico é fruto da imaginação